Chamada para comunicações

A cibercultura contempla hoje áreas tão diversas quanto as artes, a política, a economia e as ciências, entre outras, impregnando os mais ínfimos processos sociais e culturais, desde o pensamento às práticas do quotidiano. De um modo abrangente, a cibercultura inscreve-se hoje num mundo globalizado que, para além de multicultural, revela-se intercultural e transcultural. Um tal processo ocorre através de redes de informação e de conhecimento que são acionadas por instituições, organizações, ONGs, associações e comunidades. Estas entidades sociais visam produzir e disseminar, no espaço público, uma pluralidade de conteúdos e práticas multiculturais, assim como procuram interligá-los entre si numa configuração de interculturas. Para além disso, aqueles agentes sociais propõem transformar tais multiculturas e interculturas em transculturais, sucedendo que a cultura se metamorfoseia numa rede global/local de circum-navegação no conhecimento. Uma tal rede constitui, por sua vez, uma nova cartografia sobre a qual importa refletir.

É propósito deste congresso proporcionar um ponto de encontro para a discussão e re-imaginação destes inovadores ciberespaço e cibertempo sociais. Por exemplo, os embates e debates sobre memórias e histórias, os arquivos públicos e privados, bem como as práticas de cidadania digital, são tópicos que nos propomos abordar. Seguem-se alguns dos registos de questionamento dessa cumplicidade entre o cibercultural e o multi/inter/transcultural. Serão bem-vindas contribuições epistemológicas, teóricas e metodológicas, ou a apresentação de trabalhos de pesquisa específicos:

1. Epistemologia da sociedade do conhecimento e investigação multi/inter/transcultural;
2. Paradigmas teóricos e reconceptualização no seio dos Cyberculture Studies;
3. Metodologia da investigação e disseminação do conhecimento em Cibercultura;
4. As novas pedagogias utilizando multimédia, intermédia, hipermédia, transmédia e hibrimédia;
5. A Lusofonia na era digital;
6. Espacialidades e temporalidades da cibercultura: controlo e vigilância na mediapolis;
7. Panoptismos e pós-panoptismos na cidade transcultural;
8. Economia da cibercultura: globalização e tecnocapitalismo; convergência e remediação; exclusão digital (digital divide); ciber-consumo na sociedade do risco;
9. Novos poderes no ciberespaço e no cibertempo: e-política, e-governança e e-democracia; cidadania/ativismo digitais,Tactical Media; hackers, crackers, ciberguerras e ciberterrorismo;
10. Corpo e pós-corpo: identidades e diferenças digitais; etnias, género, sexualidades e feminismo; cyborg, o não-humano e o pós-humano;
11. Cibercultura e sub-culturas: estéticas digitais, cultura da velocidade e das ligações; cyberpunk e Literatura; artes dos novos media: mixed media, realidade virtual, augmented reality, physical computing, etc.;
12. Lazeres e saberes digitais: jogos e edutainment; blogosfera e redes: Web 2.0 (redes sociais); Web 3.0 (redes sociais-semânticas, Internet of Things).

 

Critérios genéricos de aceitação de resumos:

Entende a Comissão Científica que os resumos das comunicação devem respeitar os preceitos genéricos e tradicionais inerentes à submissão de trabalhos em eventos científicos. Assim, as propostas devem enquadrar alguma problemática subjacente a um dos temas mencionados anteriormente, expor com clareza uma – ou mais – questões de investigação, clarificando metodologias e antecipando resultados esperados ou obtidos, caso se apliquem ao caso em análise. A Comissão levará igualmente em linha de conta a linguagem clara do resumo, a exequibilidade do projeto e ambição de investigação apresentada e o caráter inovador e apelativo da comunicação.

 

Organização
Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade – Universidade do Minho
Instituto de Ciências e Letras Humanas – Universidade do Minho
(no quadro das comemorações dos 40 anos do ILCH e do ICS)

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